quarta-feira, 8 de junho de 2011

Bibliotecas como Organizações


O livro Biblioteca como Organizações, dos autores Alba Costa Maciel e Marília Alvarenga Rocha Mendonça, nos introduz que bibliotecários devem ter suas bibliotecas como organizações. E como organização é importante que se tenha estabelecido o objetivo da biblioteca. A biblioteca pode ter como objetivo contribuir para a disseminação da informação, transmissão de conhecimento ou ser o centro cultural de uma determinada comunidade. O objetivo da biblioteca varia conforme sua comunidade de usuários e seus propósito.
            Após termos os objetivos estabelecidos, é importante salientar sua hierárquia. Analisar como podemos atingir os objetivos e quais devem ser os primeiros. Para fazermos tal coisa, é necessário as tomadas de decisão.
                  A tomada de decisão está intimamente ligada com a organização de qualquer instituição. Numa biblioteca onde se trabalhar com a disseminação de informação. O bibliotecário deve estar ciente que a informação não se baseia somente nas necessidades de seus usuários. Informação não é somente o item solicitado pelo usuário. Mas a informação se estende numa área muito maior.       Tudo que ocorre na biblioteca e no meio em que ela está inserida é uma informação. E essas informações devem ajudar o profissional em suas funções. As funções de formação, desenvolvimento e organização das coleções é a parte do trabalho do bibliotecário, onde ele planeja uma política de aquisição, doação de itens entre outras coisas. Tudo referente ao seu acervo. Essa parte da gestão envolve a informação externa da biblioteca, pois para adquirir um acervo de qualidade para a comunidade de usuários. O bibliotecário tem o dever de estar inserido no meio onde as publicações ocorrem, mantendo-se atualizado sobre toda a temática de sua área. E estar ciente das necessidades dos usuários e quais os itens que eles desejam.
                  As funções de dinamização das coleções envolve o processamento técnico. Após passarmos da primeira etapa das funções do bibliotecário chegamos no processamento técnico. O livro depois de ser adquirido passa por esse processo para ser catalogado, classificado e preparado para a outra parte da função de dinamização que é a circulação e reprodução de seu acervo. Essa função é de importância para as bibliotecas, pois é a partir dela que a recuperação da informação será facilitada futuramente. Para termos um bom processamento técnico, o bibliotecário tem que se apropriar das ferramentas disponíveis, tudo para facilitar a recuperação de forma fácil e rápida.
                   A terceira função do trabalho do bibliotecário é a função gerencial. As funções gerenciais variam segundo a visão clássica e a de Mintzberg. A visão clássica divide-se em planejamento, organização, direção e controle. A visão de Mintzberg divide-se em interpessoais, informacionais e decisórias e de certa forma implementa a visão clássica. Não existe um conceito muito claro, pois as funções gerenciais  são bem fragmentadas. Mas elas existem porque as organizações tem diferentes funções trabalhando por um objetivo em comum.
                   Dentro da visão clássica podemos definir o planejamento como preparar as ações que podem vir a ocorrer. Um bom planejamento está preparado para ter soluções para todos os tipos de ações que podem acontecer, sejam boas ou ruins.
            A organização é a função de organizar, ou seja, a organização estabelece a estrutura para o uso de todos os recursos existentes para que tenham um bom desempenho em suas atividades. Para se organizar é preciso primeiramente planejar. Tendo-se o planejamento podemos criar a maneira de fazer ele funcionar.
                   A direção caracteriza-se pelo acompanhamento do desenvolvimento das atividades. A direção designa as atividades, e as acompanha, de seu início ao final. É o gerenciamento da execução das atividades.
                   Finalmente, temos o controle como a verificação dos resultados. É a análise de como foram feitas as demais funções da biblioteca. No contexto da biblioteca, o controle poderá avaliar a execução tanto de conjuntos de atividades ou elas individualmente.
                  Para complementar a visão clássica podemos analisar a visão de Mintzberg. Nessa visão temos a função interpessoal que é o relacionamento da instituição com tudo que é externo, sejam clientes, outras instituições e no caso da biblioteca temos as demais bibliotecas, livrarias, editores. As funções interpessoais são de representante da instituição, liderança e realizador de contatos. As funções informacionais é a coleta de informações referente a instituição. Essas informações podem ser tanto recebidas quanto recolhidas pelo gerente. Um bibliotecário-gerente ao fazer essa função será o porta-voz da instituição, que representa, para o público externo ou interno e para seus subordinados.
            E finalmente dentre a visão de Mintzberg, temos as funções decisórias que estão, intimamente, ligadas com as tomadas de decisão. O papel decisório do bibliotecário pode ser exercido em diferentes momentos do cotidiano da biblioteca. Suas decisões podem ser voltadas para o empreendimento, conciliação, alocação de recursos ou negociador.
                   O bilbiotecário deve decidir como usar os recursos da biblioteca e como os distribuir. Pode trazer ideias novas para implementar e alterar as demandas da biblioteca, ou seja, ser um empreendedor. Sua função de conciliação é excercida quando ele ameniza os conflitos existentes na biblioteca, podendo ser briga entre colegas ou conciliar a biblioteca com as pressões exercidas pelos outros órgãos da instituição. Ao ser negociador veremos o bibliotecário, negociando com os seus superiores e subordinados, com vendedores e distribuidores, entre outros.
                   As funções do bibliotecário-gerente são sempre contínuas, o planejamento envolve além de medidas de longo prazo também as de curto prazo. O ato de gerenciar uma organização não é uma tarefa fácil. O bibliotecário que tem sua biblioteca como uma organização deverá ser dinâmico, atendento de forma rápida todas as demandas que surgem. É importante desenvolver as funções gerenciais para se estar preparado para os problemas que surgem e para conseguir usar esses problemas como oportunidades, sempre visando seu usuário. Melhorar sua estrutura interna, pois isso reflete no atendimento ao usuário. E a satisfação do usuário é o ganho da organização, já que a biblioteca trabalha com bens intangíveis.



Referências
Maciel, A.C.; Mendonça, M.A.R. Funções na fase de formação, desenvolvimento e organização de coleções. In: ___. Bibliotecas como organizações. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2006.

sábado, 19 de março de 2011

Marketing da Informação

Marketing não é somente uma ferramenta que usamos para aumentar vendas ou para fazer propagandas, ele é guiado pelo produto que por si só é guiado pelo cliente. Através de marketing pode-se saber quais são seus públicos-alvos e assim elaborar maneiras de seu produto chegar até ele.
O Marketing pode ser usado tanto em instituições lucrativas quanto as não-lucrativas, pois seu objetivo não é fazer dinheiro, e sim obter a satisfação do cliente. O marketing é uma ferramenta de gestão voltado para o cliente e suas necessidades. Sendo que suas pesquisas de mercado refletem no que os potenciais clientes buscam.
Na Ciência da Informação, que disponibiliza um serviço,um bem intangível para os seus usuários é possível também usar o marketing em suas gestões. Muitos centros de informação podem aderir ao marketing, pois ele pode vir a se tornar uma ferramenta muito útil na gestão da instituição.
Segundo Amaral (2007), marketing da informação é a aplicação da filosoia de marketing para alcançar a satisfação dos públicos da organização, facilitando a realização de trocas entre a organização e o seu mercado, que se concretiza por meio de análise, do planejamento e da implementação de atividades pra criar produtos/serviços informacionais, distribui-los, definir os seus preços e as formas de sua divulgação no negócio da informação, seja no âmbito da informação tecnológica, científica, organizacional, comunitária, utilitária ou da informação para negócios.
Os centros de informações podem optar por planejamentos de marketing devido a grande ocorrência que tem surgido. Internet e outras instituições, muitas veze podem levar a comunidade de usuários a não buscar os serviços das bibliotecas como primeira opção. Com o marketing da informação, passa-se a vincular a imagem da informação como ela é. Agregando novos valores nos usuários e criando neles maior consideração pela biblioteca e, principalmente, para seus serviços.





REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


AMARAL, Sueli Angelica do. Marketing na ciência da informação. Brasília: Ed. UnB, 2007.

HERRERA, Wagner. Marketing: Contextualização. 2007. Disponível em: http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Marketing_Contextualizacao.htm. Acesso em: 15 mar. 2011.

terça-feira, 1 de março de 2011

Fim das Férias

Ritmo de Volta as Aulas.

Todo mundo já sentindo falta de estudar (pelo menos eu estou), sentimento que durará um mês ( em alguns casos é um dia ou uma semana).
Caro(a) leitor(a), obrigada pelas visitas durante as férias.
Depois de um 2010 cheio de atividades, vamos começar um 2011 com mais atividades ainda. Não sei se no blog, mas a vida está sempre uma correria.
Já tivemos nosso descanso e agora voltaremos a ativa.
No blog pretendo fazer postagens no máximo a cada quinzena.
Sugestões de assuntos são sempre bem-vindas.
Vou continuar mantendo o foco na biblioteconomia, para continuarmos encantando o mundo com nossa organização.


Obrigada a você que já me acompanhou até aqui.
E obrigada você que começara a me acompanhar desde agora.
Aqueles leitores que já fugiram, bem de vocês nem vou falar mais nada.



Um ótimo Março para todos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Férias

Acabou o semestre e estarei com uma pequena férias até o início de fevereiro.

Desejo desde já um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo a todos os leitores.
Que Deus esteja nos abençoando no próximo ano, assim como nos abençou neste.



Até Breve!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Final do Semestre


E terminamos nosso semestre, mas não o funcionamento desse blog. Pretendo continuar postando textos sempre voltados para a área da biblioteconomia.
Posso dizer que a maior aprendizagem que esse blog me rendeu até o dia de hoje é que a informação não fica e nunca ficará presa entre quatro paredes. Uma biblioteca, arquivo ou museu não irá prender a informação lá e nem deve. A informação deve ser transmitida para o maior número possível de usuários, pois é assim que um profissional da informação pode fazer a diferença.
E a melhor maneira que temos de transmitir informação sem limites físicos é através da internet. A internet não veio para prejudicar nosso trabalho, para tirar os usuários das bibliotecas, mas ela veio para a usarmos para benefícios da biblioteca.
Podemos usa-la como marketing, como ferramente de referência, entre tantas coisas.
As mídias digitais podem e devem ser usadas para interação maior com os usuários. E para disponibilizar a informação em escala mundial.
Com a Internet nossas limitações diminuem e a informação fica a cada dia mais acessível a todos.

Convergência Digital

O que temos para buscar ou recuperar a informação?

Seria celulares, iPod, notebooks, blogs, internet, Twitter. Ou tudo isso?




As mídias se convergem. As antigas e as novas mídias se fundem em ferramentas únicas para auxiliar as pessoas a buscar as informações cada vez mais rápido.
O conceito de convergência nas mídias digitais é delas se juntarem para se implementarem e, consequentemente, aumentarem sua qualidade. A convergência é o fluxo de conteúdos nas mídias digitais.
Para a informação circular é preciso que os usuários dessa informação participem e contribuam no processo de disseminação da informação.
É preciso que as mídias interajam com seus usuários para que eles se sintam familiarizados nesses meios e passem a usá-los com mais freqüência e assim a informação terá maior divulgação e atingira mais pessoas. Nessa interação, os usuários podem se tornar produtores e os produtores usuários. Na convergência, produtos e usuários iram se mesclar no processo informacional.
Existe uma gama numerosa de mídias digitais e cada vez surgem novas. Algumas tem êxito e em outras não há sucesso.
Uma coisa que podemos ver nas mídias é seu caráter provisório, as mídias não podem se prender a estruturas físicas e devem estar sempre aptas para diversificarem.
Mas apesar de tal coisa, acredito que as mídias podem se mesclar e formarem canais eficientes de busca e recuperação da informação.
Atualmente, já temos exemplos como os aparelhos celulares com televisão, internet ou (e) rádio.
A tendência da humanidade é evoluir e assim ocorre com suas criações.
A história nos mostra como as criações humanas cada vez mais evoluíram e expandiram suas utilidades, assim como nos revela que não são todas as idéias que dão certo.
Nas mídias digitais podemos ficar com o pensamento de que elas nos são ferramentas eficientes e vale a pena usá-las, assim como vale a pena as empresas em desenvolverem seus produtos para ajudar os seus consumidores.







REFERÊNCIAS



JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2008. cap. 1.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Redes Sociais

Faz parte da vida dos internautas usarem Orkut, Facebook ou MySpace, mas sabemos o que esses sites são?






Esses sites são famosos exemplos de redes sociais.
As redes sociais permitem que os usuários interajam entre si, que criem grupos de discussão para trocarem informações referentes aos seus interesses.
Apesar de nesses meios circular muitos assuntos banais é inegável que também circulam informações. A maior parte das redes sociais podem ser acessadas simplesmente se fazendo uma conta para ter acesso e manter seus dados salvos.
As redes sociais estão consagradas como uma excelente ferramenta de interação social. Apesar de muitas das relações ficarem somente no meio virtual, algumas chegam a vida real.
As redes sociais possuem seus malefícios e benefícios como todas as coisas. Malefícios é que não temos certeza de com quem estamos interagindo e não podemos levar todas as informações recebidas como verdades universais. O fato de podermos nos comunicar com  pessoas de qualquer lugar do mundo é visto como um dos principais benefícios dessas redes sociais virtuais.
É preciso sempre separar o virtual do real, mesmo que o virtual ás vezes pareça muito mais real do que a realidade em si.
O profissional da informação pode usar essas redes sociais como ferramenta de trabalho. Mesmo que muitas dessas interações sejam apenas transitórias, devido a grande circulação de pessoas nelas, os profissionais da informação podem usá-las como estratégia de marketing ou sistema de referência online para atender sua comunidade de usuários.
A gama de serviços que podem ser oferecidos nessas redes sociais não tem limite, depende muito do profissional e da instituição para qual ele trabalha.


RERERÊNCIAS

AMARAL, Viviane. Redes: uma nova forma de atuar.


ARCE, Maria Vanessa Sánchez; PÉREZ, Tomás Saorín. Las comunidades virtuales y los portales como escenarios de gestión documental y difusión de información. Anales de Documentación, n. 4, 2001, p. 215-227.